Era uma vez... uma Startup!


Por: Pedro Marzagão Há 3 anos atrás

Fred Taylor no início do século passado questionava-se como mais coisas podiam ser criadas. Nos dias de hoje, devido à evolução do sistema produtivo e padrões de consumo, esta questão é antes se algo deve ser criado. O conceito de gestão científica é hoje ultrapassado pelo de gestão empreendedora.



Ser Fundador de uma Startup é uma experiência única, não há dúvidas.



É um conceito diferente de ser empreendedor dentro de uma grande empresa. Involve risco profissional, de capital e social; requer capacidade de adaptação a cenários desconhecidos, exige, não um salto, mas sim uma viagem impressionante fora da zona de conforto. Não basta apenas uma ideia, é necessária a completa dedicação, ser dinâmico e aberto a contingências e surpresas desagradáveis.



É frequente apreciar-se mais a história de um produto do que a do Fundador desse produto. Conhece-se melhor as diferentes etapas de desenvolvimento técnico de um serviço do que o que está por detrás da cortina que levou a tal output. É muito comum que as noites sem dormir, horas a fio de brainstorming, de reuniões, de testes, de incertezas e de incompatibilizações, de busca de capital e de burocracia, nunca sejam mencionadas ao olhar para trás, especialmente em casos de sucesso. Apenas se refere que ‘não foi fácil’, nunca detalhando.



Eric Ries em ‘The Lean Startup’ menciona: “Os bons empreendedores têm esta grande capacidade de não desistir e ir para casa, mas também de não se apegarem incondicionalmente a uma ideia até que essa se afunde”. Daqui advém o conceito de pivoting - uma alteração da estratégia sem que haja uma alteração da visão. Esta atitude resulta na consolidação e consciencialização do processo de aprendizagem que permite uma constante inovação, adaptação ao cliente e reduz o risco de desajuste do conceito e oferta à procura.



Ao ler ‘The Lean Startup’ não podemos deixar de constatar que Eric Ries fala dos seus falhanços e incapacidade de levar as suas startups ao sucesso. A história que Eric nos passa é uma teoria extremamente interessante que nos permite olhar com diferentes olhos para o processo de criação e desenvolvimento de uma startup e compreender a necessidade de existir um constante processo de inovação.



Na NovaWeb, temos como visão a partilha  de notícias, eventos, histórias sobre o mundo do empreendedorismo e tech startups em Portugal. A nossa estratégia tem-se vindo a adaptar ao desenvolvimento do sector mas a nossa visão mantém-se inalterada.



Assistimos à criação de hubs de startups, conceitos que até há poucos anos eram desconhecidos no nosso país e existiam à margem do buzz da sociedade com pouca ou nenhuma visibilidade. Temos também conhecido diversos empreendedores, visionários e fundadores que conseguiram lançar o seu projecto no mercado nacional e internacional com uma boa aceitação, outros que verificaram que o mercado tinha outros planos para eles e ainda conhecemos quem tenha atirado a toalha devido a dificuldades. Todos, merecem o nosso respeito e admiração e acreditamos que cada história tem heróis de um modo ou de outro e algo a ensinar aos demais.



Gostariamos portanto de poder aumentar o nosso contributo a esta nova era. Encantam-nos plataformas como a DoesWhat que partilham a experiência das demais startups de sucesso internacional, ou ainda artigos como o da Accelerator Academy que expõem valiosa informação empírica.



Desta forma criámos um mecanismo que permite a novos conceitos apresentarem um pouco daquilo que está por detrás da cortina e que acaba por representar a essência de uma startup. Criámos para tal as Flash Interviews, um formato que permite a qualquer Fundadores de uma startup ter visibilidade e dar-se a conhecer a si, ao seu conceito e à sua equipa de forma proactiva.



Convidamos a todos os Fundadores a explorarem esta ferramenta criada para vós. Não hesitem em enviar-nos também feedback e sugestões para info@novaweb.pt.


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