Investimento em empresas inovadoras supera em 6 meses valores de 2013


Por: Fábio Silva Há 3 anos, 9 meses atrás

O número de empresas que, até ao final do primeiro semestre, aderiram ao Iapmei Inovação - um estatuto que facilita o acesso de projectos de empreendedorismo ao financiamento - atingiu quase a mesma fasquia do que em todo o ano de 2013. No total, houve 12 pedidos até Junho, com um investimento previsto de 11 milhões de euros e a expectativa de criar 310 postos de trabalho.

De acordo com o Ministério da Economia, “em 2014 e em apenas seis meses, o número de pedidos já ascende a 85,7% do total do ano anterior”. Uma evolução que segue a tendência registada desde 2012, altura em que arrancaram novos fundos de investimento geridos por sociedades de capital de risco.

Nesse ano, foram registadas oito operações, com um investimento associado de 53 milhões de euros e 207 novos empregos. Em 2013, o número de pedidos subiu para 14. Embora o investimento tenha caído para 11,1 milhões, os postos de trabalho aumentaram para 334. Tendo em conta a evolução que se registou no primeiro semestre, é provável que 2014 supere a fasquia do ano passado.

O balanço do estatuto Iapmei Inovação, criado em 2006 para apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) no âmbito do programa Finicia (um sistema de incentivos às empresas), aponta para um total de 37 operações aprovadas, num investimento global de 76,6 milhões (com uma média de 2,1 milhões por projecto) e apontando para a criação de 920 novos empregos, na maioria qualificados, de acordo com o Ministério da Economia. Em termos de volume de negócios, as previsões indicavam para que estes projectos atingissem um volume de negócios total de 900 milhões de euros, a grande fatia a ser gerada no exterior (808,4 milhões).

Estes dados mostram que é na região centro que se concentram os projectos com mais investimento (57 milhões), postos de trabalho (372), receitas (605,6 milhões) e volume de exportações (557,7 milhões). Seguem-se o Norte e a área de Lisboa e, por fim, o Alentejo, onde o investimento global não ultrapassou 2,8 milhões e a expectativa era criar 93 empregos. O Ministério da Economia não divulgou a repartição por sectores de actividade. O estatuto Iapmei Inovação destina-se a projectos da área da indústria, energia, construção, comércio, turismo, transportes e serviços. Regra geral, “são projectos de maturação longa que podem demorar vários anos até iniciarem a actividade comercial”, refere a tutela.

O estatuto Iapmei Inovação é atribuído a PME mediante a apresentação de um pedido por parte de uma sociedade de capital de risco. Os critérios para a sua atribuição vão do grau de inovação dos produtos e dos processos ao impacto na economia da região ou na geração de emprego qualificado. O financiamento é repartido pelo lado privado e público, já que as capitais de risco podem enquadrar os projectos em mecanismos de incentivo do Estado, como o Compete.

Os empreendedores têm, no entanto, de garantir 15% dos capitais próprios necessários para suportar o investimento. Para estes estão previstos ganhos quando os fundos vendem as participações no projecto, sendo-lhes atribuído um montante equivalente a 15% das mais-valias geradas com o negócio, no caso de existirem.


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