Pharmassistant - De uma competição aos media internacionais… em 4 meses!


Por: Daniel Araújo Há 3 anos, 6 meses atrás

No dia 13 de Dezembro de 2013 no evento do BPI - Appy Day, o Diogo Pereira encontrou uma fantástica oportunidade para colocar em prática um produto que lhe surgiu com uma troca de medicamentos entre familiares, como contou recentemente ao Público.

Depois de ter arrecadado o primeiro prémio, a Pharmassistant iniciou o seu desenvolvimento a tempo inteiro. Desde então, a equipa cresceu para quatro pessoas, têm uma patente pendente, iniciaram uma operação de Crowdfunding e já tiveram cobertura nacional (TeK Sapo e Público) e internacional (GigaOM). Tudo isto em 4 meses!

Apesar da cobertura noutros sites ter sido muito boa, queríamos conhecer o projecto em mais detalhe e por falámos com o Diogo, CEO e com a Sofia, CMO da Pharmassistant.


Startup… de software ou hardware?

Apesar da startup já ter um protótipo físico funcional, definem-se como um projecto de software, que se baseia numa tecnologia de hardware o mais simples possível: todo o processamento é feito do lado do software, especialmente nos smartphones. Desta forma, podem evitar ao máximo a prototipagem e complexidade de produção de hardware, e, não menos importante, reduzir custos também.

O processo de alerta é a grande vantagem competitiva do Pharmassistant, não o objecto físico, e é o processo que está a ser patenteado no momento. Para este efeito, a equipa contratou um consultor de propriedade industrial, que os está a auxiliar a nível internacional. Esta definição do seu modelo é muito inteligente já que retira muitos custos fixos enquanto testam o mercado.

Uma das componentes que estava interessado em perceber da Pharmassistant é como é que navegaram à volta do facto de estarem a operar no meio médico, particularmente se venderem o produto a hospitais. Certamente que teriam de ter aprovações em vários países, e isso significa burocracia, tempo e dinheiro, tudo coisas que startups não têm.

A Pharmassistant define-se como um auxiliar médico, não como um aparelho médico, e isso faz toda a diferença em termos legais. A equipa entendeu que este poderia ser um problema futuro, desenharam-no de forma a não precisarem de aprovação, particularmente nos EUA.

 

A visão futura da Pharmassistant

À medida que a nossa conversa evolvia, fiquei muito interessado em saber a forma como estavam a abordar o mercado, dado que existem duas fortes possibilidades:

  • B2C - familiares que compram directamente em farmácias, por exemplo

  • B2B - residenciais, hospitais, etc. Nesta fase inicial, têm notado muito interesse nesta vertente. Para além das vendas, esta vertente irá gerar dados muito interessantes e irá minorar os erros cometidos em termos de dosagem.

Neste momento, a equipa está mais focada no B2B, e está a tentar um piloto em hospitais portugueses, onde poderá mostrar o seu impacto na redução do erro humano, gestão de stocks e ainda na geração de informação relevante para a indústria.

Em termos de B2C, a sua estratégia passou por testar através do crowdfunding, para entender os mercados que poderão ser interessantes e para ter feedback inicial sobre o produto.

Por último, falámos dos próximos passos para a Pharmassistant - o seu super-mentor do Lisbon Challenge, John Gale, incentivou a equipa a ser global desde o início, e isso significa outro tipo de visão e preparação.

As aplicações da tecnologia são imensas, como por exemplo, haver um sistema que encomenda medicamentos automaticamente a farmácias quando estão a terminar os de um paciente.

A velocidade de desenvolvimento do negócio tem sido excelente, por isso apenas espero que o Lisbon Challenge ajude a Pharmassistant a manter este excelente ritmo. Se o fizerem, não tenho a menor dúvida o seu sucesso.


Muito obrigado ao Diogo e à Sofia pela oportunidade de conhecer melhor a Pharmassistant!


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