Songvice - Startup da Semana


Por: Fábio Silva Há 2 anos, 11 meses atrás

Pensada para os novos talentos da música, a Songvice apresenta-se como um marketplace através do qual os utilizadores podem ser orientados por espcialistas de música e obter feedback sobre a sua aprendizagem, evolução e músicas que vão construindo. O projecto é português e, dizem os críticos, promete revolucionar o panorama da industria musical. A NovaWeb quis saber mais sobre a empresa e esteve à conversa com Tiago Martins, CEO da Songvice.


Em primeiro lugar, o que é Songvice e como surgiu a ideia?

A Songvice é um marketplace de educação focada na aprendizagem musical. Qualquer pessoa com o talento certo pode finalmente criar a sua própria escola de música. Cada escola combina cursos de música (vídeos e testes), votações através das quais os alunos podem escolher o que pretendem aprender a seguir, fóruns escolares onde poderão fazer perguntas sobre os temas que ainda não dominam, consultar sessões de vídeo individuais e finalmente obter feedback contínuo da parte de especialistas da música sobre o seu próprio trabalho. A Songvice é um spinoff de uma startup musical anterior (Headblendr), onde os fundadores (Tiago Martins, Henrique Caiano, Pedro Silva) perceberam que a atual forma de aprender música via online não está a ser trabalhado de acordo com o seu potencial.

Foram selecionados para a Web/Mobile Rockstart Accelerator. Que significado teve este dado para a empresa?

Ser escolhido pela Rockstart Accelerator foi muito positivo e benéfico, tanto ao nível da empresa em si, como também a nível pessoa, neste caso para os fundadores. Cada um de nós é músico de coração e o facto de Amsterdão ser o centro criativo que é permite-nos conhecer pessoas incríveis e talentosas. Isto permite-nos perceber melhor o tipo de cliente para o qual trabalhamos, bem como entenderquais as suas verdadeiras frustrações quando querem aprender música. Até agora, estas três semanas no programa Rockstart têm-nos acrescentado imenso valor, sobretudo graças ao facto de mantermos contacto diário com investidores e mentores que não têm dado informações muito valiosas.  

Quais são os vossos objetivos de negócio a curta e a médio prazo?

O ajuste do produto no mercado é o nosso primeiro objetivo real. Queremos proporcionar a melhor experiência de aprendizagem musical para todos. Além disso, queremos dar àqueles que têm o talento de ensinar a oportunidade dechegar a milhares de estudantes todos os dias.

Existe um plano para monetzar o projeto? Pode pode compartilhar um pouco dele?

A Songvice tem planos para os alunos. Muito bons planos. Por US $50 (apróx. 40€) por mês, os estudantes podem ter acesso a recursos ilimitados a todas as escola e garantir descontos para as sessões indiovidualizadas em vídeo com os professores. A Songvice canaliza 65% de todas as receitas para os professores a cada mês numa base de partilha de receitas. O envolvimento entre aluno-escola é o que realmente nos interessa.

Portugal ainda não é conhecida por ser um 'hub' de startups. Acha que essa percepção está a mudar?

A percepção não está a mudar. Foi-se alterado. Recentemente, Lisboa foi considerada como potencial hub internacional para startups, comparando-a com Sillicon Valley. A contribuir largamente para esse sucesso temos, sem dúvida, a Startup Lisboa. A equipa tem contribuido de forma extraordinária para colocar, com sucesso, Lisboa e Portugal no mapa. A cidade do Porto tem também um 'hub' empreendedor muito forte, e o seu ponto forte gira definitivamente em torno das competências técnicas e tecnologia: os melhores engenheiros em Portugal vêm do norte, e a UPTEC está de facto a fazer um grande trabalho.


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